Caixa de Pandora

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Arte pré-histórica e Graffiti (em processo)

OsGêmeos - Gustavo e Otávio
mural em Nova York


Pinturas Rupestres em Lascoux


Graffiti de Rui Amaral


Graffiti que gerou polêmica em 2008 no campus vale - ufrgs




Projeto educativo “(Des)semelhanças entre a Arte Pré-Histórica e o Graffiti”

O Projeto Educativo pensado para a aula de Artes Visuais deverá ser elaborado e implementado de forma interdisciplinar com pelo menos os professores da área de Linguagem, Códigos e suas Tecnologias (Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Educação Artística, Literatura, Educação Física e Ensino Religioso), podendo ser ampliado para as demais áreas. Penso que seria riquíssimo ter os professores de história e geografia juntos nesse projeto.

O nosso público poderá ser todos os alunos do ensino médio, do primeiro ao terceiro ano, tendo em vista eles já possuírem maturidade suficiente para reflexões mais complexas nas questões da linguagem e da expressão visual.

A idéia básica é que através conhecimento e da apreciação das obras pré-históricas apreciadas em um primeiro momento em slides, e debatidas em grupo, tentar compreender o processo de criação das mesmas; refletir sobre a importância da expressão artística na trajetória de vida do ser humano ao longo da história, desde os primórdios da pré-história, suas conquistas e suas relações com o mundo das idéias, da natureza e da cultura até os dias de hoje, onde o Graffiti toma conta das ruas e das vidas de muitos desses jovens; desenvolver as habilidades de percepção visual e, por fim, experimentar a produção artística com suas próprias mãos, transformando-os de receptores em criadores-produtores de arte, para que eles possam contar a sua história de vida através de suas criações artísticas.

Os passos para desenvolvimento poderiam ser os seguintes:
a) Conhecer a arte pré-histórica e as condições de realização das mesmas em um tempo e espaço determinado historicamente, tanto no Brasil como fora dela, através dos slides e de pesquisa virtual no laboratório de informática; Penso que uma visita aos sitos arqueológicos embora fosse fascinante, ficaria um pouco caro para nossos alunos. Talvez trazer à escola algum especialista para falar com os alunos sobre esse período da história e da arte.

b) Relacionar com a arte do Graffiti e suas condições de produção em nosso tempo. Pode-se buscar através de pesquisa as origens do graffiti, sua história, o desenvolvimento, os principais artistas que trabalham com a técnica. Buscar referenciais que definam o que é considerado graffiti e o que é pichação;

c) Fotografar os graffites que existem na sua cidade, contextualizando-os, quando possível;

d) Apreciar e comparar as imagens da pré-história, pinturas rupestres, com as imagens dos graffites obtidas durante a pesquisa;

e) Tentar estabelecer as (des)semelhanças entre as duas formas de representação, buscando nessa comparação explicações para as suas produções, contextualizando;

f) Tentar estabelecer um juízo de valor estético para as duas formas de arte, sem desconsiderar as condições de produção de cada uma delas, num exercício de análise crítica das obras;

g) A partir da experiência estética com a arte da pré-histórica e do graffiti, elaborar uma intervenção coletiva que possa representar o momento histórico-cultural-social em que vivem. Criando imagens, cores, desenhos, etc. numa experimentação da linguagem do graffiti, com a devida exploração das técnicas envolvidas na criação, tentando fazer com que a sua expressão seja reflexo do seu pensamento e de sua época.

Imagino que o projeto, com a recriação a partir de técnicas e estilos de grafitagem,deva durar um período mínimo de um trimestre para se desenvolver a contento.

Podendo culminar com uma pequena exposição/intervenção artística dos alunos sobre os muros e paredes da escola, a partir de desenhos pré-elaborados em aula e que tanto podem ser livres como releituras de algumas das obras, ou ainda temáticos, a partir de algo que lhes seja relevante.

Imagino que seja perfeitamente viável a execução de tal projeto e que o mesmo pode ser riquíssimo, tanto do ponto de vista cultural, como histórico e social.

É para ser uma análise e reflexão a partir do fazer artístico, do conhecimento da história da arte e da análise da obra de arte, que nos leve a relacionar o espaço do homem dentro da sociedade, que modifica e é modificado, que é parte indissociável do mundo que o cerca. Esperamos que ao final do trabalho tenhamos descoberto, através da expressão artística das obras analisadas, alguns caminhos possíveis para entender o mundo e a nós mesmos.



sábado, 19 de dezembro de 2009

"Guerra do Fogo"

A Guerra do Fogo (La Guerre du feu, 1981, FRA/CAN)
Dir.: Jean-Jacques Annaud.
Com: Everett McGill, Rae Dawn Chong, Ron Perlman, Nameer El Kadi.


Vi esse filme há muito tempo... Não lembrava mais dos detalhes. Assisti o filme novamente nesse sábado. Que bela surpresa!

Quando assisti pela primeira vez, em uma televisão pequena, sem nenhuma resolução, creio que o filme perdeu o impacto que ele poderia ter se fosse assistido no cinema. Hoje, com as televisões bastante "evoluídas" (como nós, humanos), com um bom som e com um "outro olhar", um pouco mais aguçado, mais interessado do que antes, o que nos fica é: que belíssimo filme.

O filme não fala somente de fogo, como se poderia imaginar pelo título. O filme ficcional, fique bem claro, aponta uma possibilidade para o surgimento da linguagem humana.Da necessidade de sobrevivência em um mundo hostil surgiu as condições para que a linguagem se desenvolvesse. A caça, as guerras entre as tribos rivais, a conservação do fogo (até aquele momento fruto de um fenômeno climático), a descoberta de como se produzir o fogo e passar adiante esse conhecimento, a invenção das ferramentas e armas para a defesa de suas vidas, a interação com membros de outras tribos, algumas mais outras menos evoluídas...O gesto já não era suficiente para expressar tudo que eles estavam vivendo. Tudo colaborava para que aqueles grunhidos fossem aos poucos se tranformando em sons com algum significado. A linguagem humana.

Fantástica a cena em que o membro da tribo encarregado de ir em busca do fogo "relata" suas aventuras para a tribo reunida... Creio que essa poderia ter sido a primeira narrativa da história da humanidade... Que imaginação fértil a minha.
Imagens disponíveis em:
http://historiadaarte2009.blogspot.com/2009/08/arte-pre-historica-idade-do-bronze.html


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Arte Pré-histórica - pinturas rupestres


“Estranhos Começos”

“A explicação mais provável para essas pinturas rupestres é a de que se trata das mais antigas relíquias da crença universal no poder produzido pelas imagens; dito em outras palavras, parece que esses caçadores primitivos imaginavam que, se fizessem uma imagem de sua presa – e até a espicaçassem com suas lanças e machados de pedra -, os animais verdadeiros também sucumbiriam ao seu poder”.

Texto integral disponível em
http://moodle.regesd.tche.br/file.php/137/parte_do_capitulo_pre-historia_gombrich.pdf

Imagens disponíveis em
http://www.historiadaarte.com.br/imagens/grutadelascaux.jpg

http://www.historiadaarte.com.br/imagens/serracapivara.jpg